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DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO - Pastor Antônio Moura - 2007  
             
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O DIVÓRCIO E O NOVO CASAMENTO

 

A questão do novo casamento é bastante polêmica.

Com o advento da Lei do Divórcio, nossa sociedade passou a conviver com uma nova realidade. Pessoas separadas e abandonadas passaram a ter um dispositivo legal para contrair “novas núpcias”.

Passadas apenas três décadas, esta realidade chegou ao último ponto de resistência ao segundo, terceiro casamento.

A Igreja.

Sim, a Igreja hoje vive o drama dos separados, abandonados e divorciados. Como tratar a questão?

Muitas denominações aderiram à visão da possibilidade de um segundo casamento.

Com tal atitude, sob o argumento de ajudar e resolver o problema de alguns, na verdade, abriram as portas para que as pessoas passassem a ver o casamento como uma possibilidade, uma experiência, uma “aposta”. Se não der certo... tenta-se de novo.

Alguns chegaram mesmo a defender teses dignas de fim de curso universitário, argumentando que Jesus permitiu o divórcio.

Não é isto que está nas Escrituras. Estão vivenciando o princípio que diz “texto sem contexto, vira pretexto”.

Jesus NUNCA, JAMAIS, concordou com a idéia do Divórcio.

Os fariseus e os próprios discípulos questionaram o Senhor, afirmando que Moisés mandou que fosse dada carta de divórcio à mulher infiel ou repudiada (Mateus 19:7).

A resposta de Jesus é clara e simples. Jesus afirma que Moisés permitiu o divórcio e inclusive dá a eles o motivo por que Moisés agiu assim “por causa da dureza de vossos corações” e conclui afirmando “mas ao princípio não foi assim”.

Há uma diferença entre mandar e permitir, inclusive Paulo deixa tal diferença bem clara em I Coríntios 7:6. O próprio Moisés nunca foi a favor do divórcio. Ele permitiu a prática, para normatizar a questão que se tornava um problema no arraial de Israel, entre outros, porque era isto que ocorria com as comunidades à volta do arraial de Israel. Além disto, mistura e casamentos mistos traziam esta realidade ao povo judeu.

Jesus ao esclarecer o problema, deixa claro que aquilo foi uma permissão, causada pela dureza das pessoas e que não era este o princípio divino.

Também na afirmação de Jesus que o divórcio somente era “permitido” em caso de prostituição, não há nenhuma afirmação de que, neste caso, poderia haver um novo casamento.

Outro argumento usado pelos defensores do “novo” casamento está na palavra dada por Paulo de que “Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não esta sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz” (1CO 7:15).

Alegam que não está sujeito à servidão, é uma porta aberta para casar novamente. Mas Paulo concluiu dizendo que Deus os chamou para a paz.

Aqui também, Paulo NUNCA, JAMAIS, falou em segundo casamento. Chamar à paz é ter o Senhor como primazia e confiar que em todas as situações Ele nos dá o refrigério.

Em todas as situações enfrentas por Jesus e por Paulo, devemos ver a coerência da Palavra de Deus. Lembre-se: “texto sem contexto, vira pretexto”.

A todo tempo a Palavra de Deus deixa claro, como em Malaquias 2, que Deus “ODEIA” o divórcio (repúdio). Em Gênesis e nos Evangelhos é dito e avalizado pelo próprio Jesus, que o que Deus uniu o homem não pode separar. Também há ainda a afirmação nos mesmos textos que o homem deixa pai e mãe e une-se à sua mulher e os dois, passam a ser uma só carne.

Até neste ponto, “intérpretes” da Palavra de Deus procuram abrir uma porta, alegando que é preciso saber o que Deus uniu e o que Ele não uniu.

Insensatos. O que Deus uniu é a vontade (livre arbítrio) de cada um escolher com quem vai se unir. Após feita a escolha, Deus os vê como uma só carne e isto é indissolúvel.

Jesus declarou textualmente que as palavras de Deus jamais vão passar, ou seja, prevalecerão.

Finalmente, em Apocalipse 22, há uma séria advertência para que ninguém tire ou acrescente algo ao texto sagrado. Isto vale para as livres interpretações. Aliás, a Bíblia não é de particular interpretação. O que está escrito, escrito está.

Portanto, a Igreja não pode pactuar ou transigir com nada que se opõe às Escrituras. Precisamos sim, acolher os divorciados, os abandonados, ser misericordiosos com eles, assim como com todas as demais classes de excluídos. Mas não admitir e incentivar tal prática.

Devemos receber em nosso meio e à comunhão da nossa fé, os homossexuais? Sim. Os viciados? Sim. Os assassinos? Sim. Os ladrões? Sim. Os idólatras? Sim. Os ateus? Sim. Iremos aceitar tais práticas e incentivá-las? NÃO.

Como sempre falamos, Deus condena o pecado, não o pecador. Também não devemos condenar ninguém, mas as práticas condenadas pela Bíblia.

Todos têm o direito de viver o que quiserem, como quiserem, quando quiserem. E também nós, devemos da mesma forma, viver e difundir nossa fé e convicção.

Não devemos nos preocupar em encher os templos da nossa fé. Devemos nos preocupar em encher o céu de almas arrependidas e convertidas.

Conversão é transformação; é mudança de vida e de atitude.

Graça e Paz!

 

TEXTOS A SEREM ESTUDADOS

 

(MC 13:31) - Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.

(LC 21:33) - Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.

 

(GN 2:24) - Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

 

(DT 24:1) - QUANDO um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa.

(DT 24:2) - Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem,

(DT 24:3) - E este também a desprezar, e lhe fizer carta de repúdio, e lha der na sua mão, e a despedir da sua casa, ou se este último homem, que a tomou para si por mulher, vier a morrer,

(DT 24:4) - Então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la, para que seja sua mulher, depois que foi contaminada; pois é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança.

 

(MT 5:31) - Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher, dê-lhe carta de desquite.

(MT 5:32) - Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.

 

(MT 19:1) - E ACONTECEU que, concluindo Jesus estes discursos, saiu da Galiléia, e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão;

(MT 19:2) - E seguiram-no grandes multidões, e curou-as ali.

(MT 19:3) - Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?

(MT 19:4) - Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez,

(MT 19:5) - E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?

(MT 19:6) - Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.

(MT 19:7) - Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?

(MT 19:8) - Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.

(MT 19:9) - Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.

(MT 19:10) - Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar.

(MT 19:11) - Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido.

(MT 19:12) - Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.

 

(MC 10:1) - E, LEVANTANDO-SE dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por costume.

(MC 10:2) - E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?

(MC 10:3) - Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?

(MC 10:4) - E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.

(MC 10:5) - E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;

(MC 10:6) - Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea.

(MC 10:7) - Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher,

(MC 10:8) - E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne.

(MC 10:9) - Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.

(MC 10:10) - E em casa tornaram os discípulos a interrogá-lo acerca disto mesmo.

(MC 10:11) - E ele lhes disse: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela.

(MC 10:12) - E, se a mulher deixar a seu marido, e casar com outro, adultera.

 

(LC 16:18) - Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido, adultera também.

 

(ML 2:13) - Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do SENHOR de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

(ML 2:14) - E dizeis: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança.

(ML 2:15) - E não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma descendência para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade.

(ML 2:16) - Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.

 

(RM 7:1) - NÃO sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?

(RM 7:2) - Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.

(RM 7:3) - De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido.

 

(1CO 7:1) - ORA, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher;

(1CO 7:2) - Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.

(1CO 7:3) - O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.

(1CO 7:4) - A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.

(1CO 7:5) - Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.

(1CO 7:6) - Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento.

(1CO 7:7) - Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.

(1CO 7:8) - Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu.

(1CO 7:9) - Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.

(1CO 7:10) - Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido.

(1CO 7:11) - Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.

(1CO 7:12) - Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.

(1CO 7:13) - E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.

(1CO 7:14) - Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.

(1CO 7:15) - Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não esta sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz.

(1CO 7:16) - Porque, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?

(1CO 7:17) - E assim cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas.

(1CO 7:18) - É alguém chamado, estando circuncidado? fique circuncidado. É alguém chamado estando incircuncidado? não se circuncide.

(1CO 7:19) - A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus.

(1CO 7:20) - Cada um fique na vocação em que foi chamado.

(1CO 7:21) - Foste chamado sendo servo? não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião.

(1CO 7:22) - Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo.

(1CO 7:23) - Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.

(1CO 7:24) - Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado.

(1CO 7:25) - Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor; dou, porém, o meu parecer, como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel.

(1CO 7:26) - Tenho, pois, por bom, por causa da instante necessidade, que é bom para o homem o estar assim.

(1CO 7:27) - Estás ligado à mulher? não busques separar-te. Estás livre de mulher? não busques mulher.

(1CO 7:28) - Mas, se te casares, não pecas; e, se a virgem se casar, não peca. Todavia os tais terão tribulações na carne, e eu quereria poupar-vos.

(1CO 7:29) - Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia; o que resta é que também os que têm mulheres sejam como se não as tivessem;

(1CO 7:30) - E os que choram, como se não chorassem; e os que folgam, como se não folgassem; e os que compram, como se não possuíssem;

(1CO 7:31) - E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa.

(1CO 7:32) - E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida das coisas do SENHOR, em como há de agradar ao Senhor;

(1CO 7:33) - Mas o que é casado cuida das coisas do mundo, em como há de agradar à mulher.

(1CO 7:34) - Há diferença entre a mulher casada e a virgem. A solteira cuida das coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém, a casada cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido.

(1CO 7:35) - E digo isto para proveito vosso; não para vos enlaçar, mas para o que é decente e conveniente, para vos unirdes ao Senhor sem distração alguma.

(1CO 7:36) - Mas, se alguém julga que trata indignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o tal o que quiser; não peca; casem-se.

(1CO 7:37) - Todavia o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem.

(1CO 7:38) - De sorte que, o que a dá em casamento faz bem; mas o que não a dá em casamento faz melhor.

(1CO 7:39) - A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor.

(1CO 7:40) - Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também eu cuido que tenho o Espírito de Deus.

 

FONTE: BÍBLIA SAGRADA

 

 



 
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